CONSUMO DE SAL
- 9 de jun. de 2017
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A natureza produz aquilo que é necessário para a nossa vida. Mas o ser humano muitas vezes não contribui quando o assunto é saúde, principalmente a sua saúde. Este modifica a naturalidade dos alimentos, bem como faz do consumo de alguns excessivamente se auto prejudicando. E com o sal, que é bastante utilizado em cozinhas para preparação de comidas, saladas e molhos, não é diferente.
Por conta dos processos de indústria em que o sal passa, ele acaba se tornando prejudicial a nossa saúde. Quando ele é retirado das jazidas ou do mar, ele contém muitos minerais, mas por conta da sua refinação mais de 90% desses minerais são retirados. Por conta do processo de refinamento o sal traz muitos malefícios à saúde, causando hipertensão, doenças cardiovasculares e falência renal. O demasiado consumo do sal é um importante fator de risco a ser monitorado. No caso da hipertensão e as doenças cardiovasculares, é causada porque o sódio causa retenção de líquidos dos tecidos, depositando-os no sangue, então causará um desequilíbrio deixando as células sem água, assim, o organismo vai procurar uma alternativa para tentar consertar a situação, aumentando a irrigação para os tecidos, mas para conseguir potencializar essa irrigação, é necessário o aumento da pressão arterial, para que o sangue seja bombeado de forma mais rápida. A falência nos rins, ocorre porque os estes têm como função filtrar e eliminar o sódio que não terá nenhuma utilidade para o organismo, mas quando o consumo de sal é excessivo, os rins ficam sobrecarregados por receberem uma demanda muito maior do que sua capacidade natural.
Mas não precisa se preocupar! Porque há alternativas mais saudáveis, como a utilização do sal marinho e o sal rosa do Himalaia. O sal marinho agride menos o organismo, pois não possui menos sódio e não passa por refinamento químico, e é indicado para hipertensos, mas de forma moderada. O sal rosa do Himalaia é considerado o mais puro para o consumo, ele não passa por nenhum refinamento químico, sua cor é ocasionada pelos 80 minerais diferentes em sua composição, e tem função de desintoxicante, potencializa o sistema imunológico e ainda previne cãibras, mas mesmo sendo o mais saudável, ele deve ser utilizado como os demais, moderadamente. Vale lembrar que o requerimento diário mínimo para um adulto é de 500mg de sódio/dia, mas as recomendações variam entre 1.100 a 12,2g/dia, declinando para 7,4g/dia com o envelhecimento. Para mulheres, o consumo era de 7,8g/dia e 5,6g/dia, respectivamente.

Substitutos do sal
Muitos dos substitutos do sal normalmente utilizam o cloreto de potássio. Outros utilizam especiarias, ervas, hidrolisado de levedura dentre outros ingredientes. O cloreto de potássio possui propriedades físicas similares às do sal e funcionam de forma semelhante em produtos cárneos (Entende-se como produtos cárneos processados ou preparados aqueles cujas características originais da carne fresca foram alteradas intencionalmente por meio de tratamentos físicos, químicos e/ou biológicos) e de panificação. Apresenta aproximadamente 80% da capacidade de salgar, mas possui sabor amargo. Para contornar o problema, outros ingredientes, como o cloreto de sódio, autolisado de levedura, nucleotídeos e temperos podem ser adicionados para maximizar o sabor e funcionalidades.
De qualquer forma é válido ressaltar que, atualmente, não existe um consenso científico que associe o aumento do consumo de sal com o aumento dos problemas cardiovasculares. contrariamente, especialistas informam que o sal desempenha funções importantíssimas em nosso organismo, como por exemplo, equilibrar o volume de líquidos dentro dos vasos sanguíneos e garantir o bom funcionamento do cérebro. O PERIGO ESTÁ NO EXCESSO!

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