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Saúde Intestinal e Alimentação

  • 29 de abr. de 2017
  • 4 min de leitura

Como Funciona o Intestino

O intestino faz parte do sistema digestório e é através dele que ocorrem as absorções dos nutrientes e da água.

O Intestino está divido em duas partes: delgado e grosso. No delgado é onde ocorre a absorção da grande maioria dos nutrientes. No grosso, ocorre a absorção da maior parte da água utilizada durante o processo de digestão.

A absorção da água pelo intestino grosso é a responsável pela consistência firme das fezes. A falta desta consistência é conhecida como diarréia, e, esta, pode ocorrer por fatores como viroses, desarranjos na digestão, etc.

Nestes casos, é importante que o indivíduo se mantenha bem hidratado, ingerindo bastante água e procure orientação médica.

O intestino delgado apresenta as seguintes camadas: mucosa, submucosa, muscular e serosa. A primeira camada (mucosa) apresenta musculatura do tipo lisa e nela ocorre a secreção de enzimas e sucos.

Esta camada muscular lisa da mucosa é dividida em duodeno, jejuno e íleo. O duodeno é sua primeira porção, ela vai do piloro ao jejuno. É nesta região que é trabalhado o bolo alimentar pela ação do suco entérico.

No jejuno e no íleo que ocorre a absorção dos nutrientes, que passam para a corrente sanguínea e fígado para serem distribuídos para todo o organismo.

Doença Inflamatória Intestinal

A Doença Inflamatória Intestinal é uma condição na qual o intestino se torna vermelho, inchado e com presença de úlceras. As Doenças Inflamatórias Intestinais podem ser divididas em dois grupos principais: a Colite Ulcerosa e a Doença de Crohn.

A designação de doença inflamatória intestinal aplica-se essencialmente à doença inflamatória crónica intestinal de causa desconhecida, uma vez que existem outras doenças intestinais inflamatórias ou infecciosas que não se encaixam nesta definição. A Doença de Crohn e da Colite Ulcerosa, a doença inflamatória intestinal engloba também a colite indeterminada.

Quais as causas?

Não parece haver nenhuma característica comum entre as pessoas portadoras da Doença Inflamatória Intestinal. Qualquer pessoa pode desenvolver essa doença, independentemente do género, raça ou idade. As pessoas são mais frequentemente diagnosticadas entre os 15 a 25 anos e entre os 45 a 55 anos de idade. As causas são desconhecidas e, provavelmente, envolvem diversos fatores. Provavelmente, existirá uma tendência genética que, ao interagir com fatores ambientais, desencadeia uma resposta imunológica descontrolada que provoca o processo inflamatório crónico intestinal. O tabaco tem sido associado ao desenvolvimento de Colite Ulcerosa.

Como se manifesta?

As manifestações da doença inflamatória intestinal são diferentes para a colite ulcerosa e para a Doença de Crohn.

No caso da Doença de Crohn, ocorre uma inflamação que atravessa toda a espessura da parede intestinal e que pode ocorrer em qualquer parte do tubo digestivo, desde a boca até o ânus. O sintoma mais comum é a dor abdominal, que pode estar associada a diarreia, hemorragia, perda de apetite, perda de peso, fraqueza, fadiga, náuseas, vómitos, febre e anemia. A cirurgia pode ser necessária, mas não cura a doença.

A colite ulcerosa ataca o revestimento interno do intestino grosso causando inflamação, ulceração e hemorragia. Durante uma crise de colite ulcerosa, os pacientes quase sempre apresentam diarreia com sangue associada a cólicas, cansaço, perda de apetite e perda de peso. A remoção do cólon é, em alguns casos uma opção terapêutica.

Podem ocorrer outros sintomas não relacionados diretamente ao intestino tanto na colite ulcerosa como na Doença de Crohn. Dentro desses sintomas, destaca-se a artrite, com articulações inchadas, doridas e rígidas; úlceras orais; febre; olhos avermelhados, doridos e sensíveis à luz; erupções cutâneas.

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico começa pela história clínica e pelo exame médico, sendo complementado por outros exames, nos quais se podem incluir análises laboratoriais ao sangue e fezes, estudos radiológicos e exames endoscópicos que permitem recolher amostras de tecido para estudo mais detalhado.

É importante estudar todo o tubo digestivo de modo a avaliar a extensão e gravidade do quadro clínico.

Uma vez que os sintomas da doença inflamatória intestinal são idênticos aos presentes noutras condições, é essencial que este diagnóstico seja rigoroso de modo a se optar pelo tratamento mais adequado.

Por outro lado, o portador de doença inflamatória intestinal deve realizar estes exames regularmente, de modo a se poder acompanhar a evolução da doença e a resposta ao tratamento.

Como é feito o tratamento?

O tratamento pode ser médico e/ou cirúrgico, dependendo do tipo de doença e da sua extensão. A cirurgia poderá ser necessária nas formas mais graves de doença inflamatória intestinal.

Esse tratamento deve ajudar a aliviar os sintomas e estimular a cicatrização das lesões intestinais. De um modo geral, esse tratamento evolui por etapas progressivas até se conseguir a resposta desejada. Interessa, igualmente, conseguir interromper as crises inflamatórias e prevenir futuras recaídas, o que é atualmente mais viável através das novas terapêuticas biológicas e imunomoduladoras. O controle da inflamação permite, não apenas um importante alívio sintomático, como reduz a necessidade de cirurgia, de uso de medicamentos mais agressivos e de internamentos.

O alívio dos sintomas pode ser obtido mediante o uso de medicamentos antidiarreicos, antiespasmódicos ou fármacos que ajudem a absorção alimentar. Todos estes medicamentos devem obedecer a uma prescrição médica. Os aminosalicilatos e os corticóides são úteis nas fases aguda da doença e os imunomoduladores ou agentes biológicos são importantes quando as crises são frequentes de modo a reduzir a utilização de corticoides ou quando estes não são eficazes.

Como se prevenir?

Não existindo uma causa conhecida, estas doenças não podem ser prevenidas.

A manutenção de uma boa saúde geral, de uma dieta equilibrada são formas importantes de reduzir as complicações desta doença, de evitar a perda de peso e a anemia.

Não fumar é essencial e permite reduzir o número de agudização da doença.

Uma vez que a doença inflamatória intestinal aumenta o risco de câncer do cólon, é muito importante uma avaliação regular, com realização de colonoscopia, a intervalos definidos pelo médico. Assim será mais fácil diagnosticar e tratar precocemente qualquer complicação que possa surgir.


 
 
 

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