Diabetes e envelhecimento
- 28 de abr. de 2017
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Hoje em dia o ser humano não tem mais tempo para fazer suas refeições regulamentadas e ordenadas, de forma correta e infelizmente na maioria das vezes o indivíduo tem como saída um lanche em um boteco, barraquinhas, fast food, onde os alimentos são ricos em sódio, açucares, gorduras, entre outras substâncias que causam complicações no organismo do ser humano como Colesterol ruim, Hipertensão, Diabetes, e em função da má alimentação também é normal acontecer o envelhecimento das células. Será discorrido agora um assunto relacionado a uma dessas patologias relacionadas a uma má alimentação principalmente ocorrida pela utilização de comidas de rua, a Diabetes Mellitus.

O envelhecimento é um processo de transformação do organismo, em que ocorre um declínio gradual das funções dos órgãos, ocasionando alterações funcionais e estruturais que surgem ao final da terceira década de vida. O Diabetes Mellitus é uma doença crônico-degenerativa, de etiologia múltipla, decorrente de alterações metabólicas, que se caracteriza por falta de insulina e/ou incapacidade da mesma em exercer adequadamente suas funções, levando a uma hiperglicemia crônica. O Diabetes Mellitus pode ser classificado em dois tipos, I e II. O tipo I, também chamado de insulinodependente, é ocasionado pela ausência ou diminuição da insulina, e o diabetes tipo II, não insulinodependente, apresenta níveis normais ou levemente diminuídos de insulina, mas há uma resistência quanto à sua utilização pelo organismo, o que ocasiona uma sobrecarga de glicose, comum nos idosos. Objetivo: analisar a percepção de Diabéticos Tipo II sobre o processo de envelhecimento com a patologia diabetes. Trajetória metodológica: trata-se de uma pesquisa qualitativa. Para a população em estudo será feita uma pergunta norteadora: "O que é para o senhor (a) envelhecer com diabetes?". As respostas serão gravadas e posteriormente transcritas na íntegra, sendo que os pontos comuns dos discursos serão destacados e agrupados em categorias, para posterior análise e discussão dos dados. Análise: formaram-se cinco categorias distintas em resposta à pergunta norteadora, demonstrando que o envelhecer com diabetes é para eles não poder aproveitar a velhice; ter restrições quanto à alimentação; ser/estar abalado (a) emocionalmente; sofrer mudança no cotidiano; e conviver com os sintomas da doença. Considerações Finais: estudos como este são importantes para conhecer cada vez mais a população com a qual se está em contato, dessa forma criando ações que possam chegar o mais próximo possível do que estes diabéticos necessitam para ter uma velhice melhor.
O Diabetes Mellitus (DM) tem sido conceituado de diferentes formas, mas no geral prevalece noção de que se trata de uma “síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina de exercer adequadamente seus efeitos. Esta é caracterizada por hiperglicemia crônica frequentemente acompanhada de dislipidemia, hipertensão arterial e disfunção endotelial”. Sua incidência e prevalência já alcançam proporções epidêmicas, consideradas graves, à medida que pode passar despercebidas, levando os indivíduos ao risco de complicações crônicas mesmo antes do diagnóstico. Há vários tipos de DM, que diferem na etiologia, evolução clínica e tratamento. O mais frequente é o tipo 2, que corresponde a aproximadamente 90% dos casos. Para a manutenção de sua saúde, as pessoas diabéticas precisam adotar práticas estritamente saudáveis, como a alimentação adequada, exercícios físicos regulares, exames médicos periódicos, utilização correta de medicação, além de manejo adequado do estresse, não utilização do fumo e, parcimônia no uso de bebidas alcoólicas. Em nossa experiência de atendimento às pessoas diabéticas percebemos que existem situações que revelam escolhas nem sempre saudáveis na decisão de práticas de autocuidado. Por outro lado, no atual contexto de atendimento à saúde, as pessoas diabéticas não têm sido abordadas de modo ampliado. São focalizados maciçamente os aspectos biológicos e os níveis glicêmicos, em termos de sua adequacidade ou não, ao invés dos saberes e práticas, habilidades e perspectivas da pessoa diabética sobre a situação de saúde.
Enfim, é notório que os níveis glicêmicos dessas pessoas devem ser rigorosamente controlado, portanto, é indiscutivelmente indispensável a reeducação dos seus hábitos alimentares, pois um individuo que tem a pratica de comer alimentos de rua, tende a piorar cada vez mais o seu quadro de saúde, afetando principalmente suas células e ocasionando a perca de sua longevidade vital.
Referências
ENVELHECIMENTO E DIABETES: A PERCEPÇÃO DO DIABÉTICO TIPO II
Ilírian Buosi Sena, Joseane Rodrigues da Silva Nobre, Karen Andréa Comparin;
Milhomem ACM, Mantelli FF, Lima GAV, Bachion MM, Munari DB.Diagnósticos de enfermagem identificados em pessoas com
diabetes tipo 2 mediante abordagem baseada no Modelo de Orem. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet].
2008;10(2):321-336. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a04.htm.

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